Arquivo do mês: abril 2011

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Via Rapha Barreto

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Reporters without borders

É sempre legal quando os caras zoam com ditadores.

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Em quem você confia?

Os entrevistados:

Eles não se importam em perder uma noite de paz e tranqüilidade com familiares, amigos, amantes ou mesmo com a TV ou a internet.

Eles estão felizes em abrir mão de uma noite lendo um bom livro, assistindo novela, fazendo sexo, tomando cerveja ou jantando com a família.

Eles não se importam de responder perguntas absurdas sobre algo que eles costumam ignorar. Não se importam em ficar duas horas falando sobre assuntos dos quais eles nunca prestaram nenhuma atenção na vida.

Eles já fizeram isso antes – pode apostar. E fazem isso na companhia de um bando de desconhecidos.

Eles sabem que estão sendo pagos para falar.

Eles não se importam de serem observados através de um espelho por um bando de pessoas que nunca irão conhecer.

Eles estão a vontade para falar sobre um material que no fundo eles acreditam que não tenha nenhum efeito sobre o que eles realmente vão comprar. Material esse que sempre interrompe o seu entretenimento – e muitas vezes insulta sua inteligência.

Eles estão felizes por comer coxinha.

So… knowing all this, how much do we really trust their views and opinions on the embryonic creative ideas we put before them in focus groups? Just asking…

Texto e reflexão do Canalside View (blog de planejamento que vale a pena ser lido).

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The Power of Words

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A ansiedade não é uma rua de mão única.

Existem algumas opções de abordagem na comunicação quando o assunto é tentar convencer uma pessoa a parar de fumar. Provavelmente nenhuma funcione efetivamente, mas mesmo assim você ainda tem algumas tentativas.

É muito complicado, pois se trata de uma mudança comportamental, e ainda por cima, relacionada a um vício humano perigoso – por isso a grande maioria adota a abordagem do terrorismo. 4700 substâncias tóxicas facilitam essa decisão estratégica. Outras preferem uma abordagem mais positiva, mais construtiva e engajadora.

Basicamente são duas estratégias: mudar o comportamento gerando medo e ansiedade (alertando e lembrando sobre o risco de forma emocional) ou então através de incentivo a mudança e a evolução (sensação de prêmio e recompensa).

Segundo o post da JWT Anxiety Index, pesquisas indicam que a abordagem negativa é mais lembrada porque tende a produzir altos níveis de atenção e desperta sentimentos de ansiedade e excitação nas pessoas. Claro que isso desperta a consideração. Por outro lado existe um monte de evidências de que a abordagem positiva é mais eficaz quando falamos de mudança comportamental.  São duas formas de despertar e encorajar sobre o assunto. Um dilema.

Mas isso é um dilema humano e não necessariamente um dilema de comunicação: “Anxiety isn’t a one-way street. You can leverage it to draw attention to an issue and at the same time encourage change through positive reinforcement”.

Muito legal isso. O governo australiano resolveu essa campanha com as duas abordagens, só que em mídias diferentes. Na TV eles alertam as pessoas – “Cada cigarro traz o câncer mais perto” e na cidade os pôster e cartazes falam: “Cada cigarro que você não fuma está fazendo bem para você”. Uma campanha com duas frentes – bastantes coerentes.

Achei inteligente essa abordagem. Me lembrou do que fala o John Grant “O  importante para uma marca é a coerência, a consistência é burrice”. Consistência, além de ser coisa de gente chata, é uma característica ótima para pedras, não para marcas. Marcas são complexas e cheias de nuances. Elas devem tolerar ambigüidades e ambivalências. É mais ou menos o que fala o planejamento 3.1 do Russel Davies. Uma marca não necessariamente deve ter uma só cara, nem mesmo uma só mensagem – mas deve ser sempre atraente o suficiente para fazer com que o consumidor prefira passar mais tempo com ela, ou nesse caso, ajudar a gerar uma mudança de comportamento.

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